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Ep. 3 - Forma binária - Sonata Scarlatti em ré menor L413 e Prelúdio em dó menor de Chopin




Formas musicais precisam de muitos exemplos para entendermos, assim como às vezes precisamos fazer muitas operações matemáticas para entender adição, subtração e divisão, precisamos também ler vários livros para entender um autor ou um assunto de filosofia ou de psicologia ou um livro de literatura, a forma musical, para ser apreendida, precisa de muitos exemplos também.


Vamos então para a cozinha para pensar forma. Temos duas formas de bolo, aquela com furinho e outra retangular, né?! Podemos pensar a forma musical também como as fôrmas de bolo, só que sonoras: temos músicas diferentes, com camadas de sons, sonoridades diferentes e formas diferentes também. São trechos ou seções que cabem direitinho em um padrão específico de se dividir e escutar uma música. Há músicas muito distintas entre si mas que cabem numa mesma forma.


O modo mais simples de entendermos a forma de uma música é separá-la em seções. A separação entre elas geralmente é compreensível e indicada por algum elemento pelo compositor. Assim, seccionamos seções, cortamos a música em partes para entendermos melhor! A isto chamamos de forma seccionada, há duas formas que veremos: a forma binária e a forma ternária.

Mas não se enganem, não estamos falando de ritmo e sim de forma. Uma coisa é o compasso binário, ternário, outra coisa são formas binárias e ternárias

Hoje veremos a forma binária, que é dividida em duas partes, que podemos denominar forma AB. Peças como o prelúdio de Chopin em dó menor, que é fácil de perceber duas partes, uma de grande intensidade e outra mais delicada e suave.

A outra música escolhida é a Sonata de Domenico Scarlatti em ré menor, que vocês podem encontrar na lista que criei no spotify. As sonatas de Scarlatti são geralmente em forma binária, sonata também pode ser uma forma, mas esta é outra conversa, ainda vamos voltar e entender a palavra e a forma sonata. Voltando, no período clássico, era tradicional compor peças curtas em forma binária, muito presente em músicas instrumentais de danças para a corte. Como são peças curtas, as sessoes geralmente são repetidas. Seria, na verdade, uma execução AABB.

Vou indicar sonoramente ao piano quais são os começos e finais de sessão, para vocês treinarem a escuta. Escute no PianoBlog, nas principais plataformas de podcast!


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